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I will in me hoop

No Donut Rolante, a gerente decidiu não ir (?). A pessoa que então seria substituida por mim, caso eu fosse contratado, foi quem me entrevistou. Uma polonesa de uns 40 anos de idade e um inglês muito básico. Potencialmente uma das entrevistas mais estranhas que já presenciei. Ela, de dentro do quiosque,  (enquanto eu estava na área onde os clientes compram os donuts e uma fila se formava atrás de mim) pegou uma prancheta e começou a fazer perguntas como: Quanto tempo você Dublin? O que eu respondi com um confiante: 3 meses! Ela então fez uma careta como se não fizesse nenhum sentido que eu estivesse tentando conseguir um emprego lá.  - Desculpa, deixa eu esclarecer. Eu cheguei aqui 3 meses atrás, mas pretendo ficar por 1 ano.  - Ok, você faz massa do donut, coloca pra fritar, mas tem que fazer café e receber dinheiro também.  - Ótimo, acho que eu consigo fazer isso.  - Ok, a gente telefona.  - Ah sim, acabou a entrevista? Posso perguntar alguma...

Terraço do Canal Real

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Pegamos um táxi e fomos pra nossa nova casa. Felizmente, tínhamos as chaves já que nos mudaríamos no outro dia. A casa, obviamente, não estava limpa ainda ou organizada. Chegamos, colocamos a roupa de cama que tinha sido lavada recentemente e estavam ainda úmidas nos colchões e fomos dormir. Apesar de tudo, sentimos uma grande liberdade em ter deixado pra trás a extorção e o mal estar que foi a outra casa. O aquecedor ligava só quando era meia noite. Até lá, estávamos confinados às camas e edredons. Essa noite fria, de reflexão sobre o nosso confronto com a dona da outra casa e sérias dúvidas sobre termos feito a coisa certa em vir pra Irlanda foi também comemoração. Pela primeira vez alugávamos uma casa sem nossos pais, em outro país, com negociação toda feita em inglês. Estávamos já há um mês na Irlanda e o encanto inicial começava a dar lugar a questões muito sérias:  - Quando iríamos conseguir emprego; - Até quando o dinheiro que tínhamos duraria; - Iríamos ter con...