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Mostrando postagens de outubro, 2015

Kicked out

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A nossa procura por um lugar para morar se provou extremamente frustrante. Não sabíamos ainda se ficaríamos até Dezembro de 2014 e todas as pessoas alugando as casas exigiam, ao menos, um contrato anual. Além disso, a comunidade brasileira internacional, ao menos a daqui da Irlanda, é composta de pessoas ignorantes em relação à representatividade que têm, e muito pouco cautelosa no impacto que as ações deles vão ter.  Ora, se um Irlandês conheceu três brasileiros e os três deram calote, nós sabemos que não é uma quantia razoável num universo de 200 milhões de brasileiros, mas pra ele representa cem porcento dos brasileiros com quem ele teve contato. Ignorância deles? Com certeza! Mas você não pode esperar que as pessoas sejam educadas a vida toda com uma imagem de um povo que mora do outro lado do mundo, reforçado por experiência pessoal em 3 casos, que arrisque novamente sem pensar duas vezes. Resultado: muitos anúncios de aluguel diziam que não alugariam para brasileiros...

Chegada

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Éramos três: eu, Lauro e Lucas. Após a despedida de Brasília, parada em São Paulo e Amsterdã, chegamos em Dublin. Em pleno inverno irlandês, no norte da parte fria do mundo, esperávamos chegar e ter hipotermia em segundos. Mas, surpreendentemente, a temperatura de 5 graus em nossa chegada não veio com uma sensação térmica tão baixa nos primeiros dias. Passamos pela imigração sem muitos problemas (o que eu aprenderia em outras viagens que foi muita sorte ao se passar pelo aeroporto de Dublin). Fomos, depois de 24 horas viajando, ao banheiro, revezávamos quem ficava com as malas e logo a segurança do aeroporto informou que deveríamos sair da área de desembarque assim que possível e usar os banheiros do lado de fora. A paranóia nos aeroportos europeus com terrorismo e malas que mudam de pessoas é surpreendente.  Comemos bagels (5 euros cada, começou aqui o medo de não ter dinheiro bem rápido) e a dificuldade máxima dos brasileiros em Dublin: não tem suco a não ser os "Kapo"...